venres, 13 de outubro de 2017

MENOS MAL QUE NOS QUEDA PORTUGAL¡

Resultado de imaxes para incendios en portugal


RELATÓRIO | COMISSÃO TÉCNICA INDEPENDENTE


https://www.parlamento.pt/Documents/2017/Outubro/RelatorioCTI12Out2017.pdf

Menos mal que nos queda Portugal e aínda podemos ver como se poden facer as cousas de xeito racional.
Parabéns ao goberno de Portugal,  e ao noso veciño Edelmiro López Iglesias pola participación na elaboración de este Relatorio sobre os incendios de Portugal en Pedrógaô Grande e de Góis.
Achegamos unha parte do sumario, e todo o documento no enlace de cabeceira..

SUMÁRIO EXECUTIVO
Os acontecimentos relacionados com os incêndios de Pedrógão Grande e de Góis, dos quais resultaram um enorme conjunto de vítimas mortais, colocaram a problemática da floresta e dos incêndios florestais na ordem do dia. Embora de importância central na vida das nossas comunidades, foram os incêndios florestais de 2016 e, sobretudo, os de 2017 que remeteram esta temática para uma situação reconhecidamente insuportável e que exige soluções profundas, estruturantes e consensuais. A questão que se coloca é a seguinte: no século XXI, com o avanço do conhecimento nos domínios da gestão da floresta, da meteorologia preventiva, da gestão do fogo florestal, das características físicas e da ocupação humana do território, como é possível que continuem a existir acontecimentos como os dramáticos incêndios da zona do Pinhal Interior que tiveram lugar no verão de 2017? A análise desenvolvida pela CTI abordou os principais aspetos, relacionados com a atuação dos diversos agentes e entidades, com a severidade do fenómeno e com as características do território em questão. Como resultado dessa análise, há que concluir, desde já, que as razões principais que conduziram àquele acontecimento dramático, têm origem em três níveis de problemáticas, embora se reconheça que todos eles estão profundamente interligados. Essas problemáticas são:

 Conhecimento Não é possível continuar a ignorar que o fenómeno do fogo florestal se caracteriza por diversos aspetos que correspondem, na atualidade, a um conhecimento diverso acumulado, desenvolvido em Portugal e noutros países. Nos diversos domínios, desde a meteorologia à gestão florestal, desde a manipulação do fogo até à operação de combate, desde os modelos de silvicultura até aos figurinos suscetiveis de mobilizar os proprietários, todos estes aspetos têm sido objeto de intensa reflexão, de produção científica internacionalmente validada e de construção de mecanismos orientados para a aplicabilidade desse conhecimento. Não há razão alguma para manter o divórcio entre a premência de soluções para estes problemas e o conhecimento existente sobre esses mesmos problemas. Pode até evocar-se, no caso português, o desprezo que se tem atribuído, com frequência, ao conhecimento acumulado, muitas vezes com o pretexto de adoção de novidades aparentemente ofuscantes, mas que escondem equívocos e desajustes pessoais. O dominio da gestão da floresta em Portugal foi frequentemente afetado, nos últimos anos, por intervenções que fizeram tábua rasa do conhecimento acumulado e que levaram a introduzir alterações, reajustamentos ou reformas que quebraram o ciclo normal de valorização e proteção deste recurso nacional. O conhecimento que tem sido desenvolvido, incorporando os enormes avanços que a ciência tem protagonizado (principalmente na área da meteorologia, da silvicultura e da gestão do fogo) e recuperando modelos e práticas ancestrais de gestão da floresta, não pode continuar a ser entendido apenas como um tema que anima a reflexão académica, que reforça os indicadores de produção científica ou que prestigia os centros de investigação científica, sem que se assuma uma insistência significativa na transferência e na aplicabilidade do conhecimento aos problemas concretos do país. Este aspeto, que se conseguiu já superar em alguns domínios da sociedade portuguesa, continua anquilosado na área florestal, com especial relevo para a supressão dos incêndios florestais. E não se identifica razão alguma para que, em tese, esse fosso insista em se manter. Esta a primeira problemática que urge superar. RELATÓRIO | COMISSÃO TÉCNICA INDEPENDENTE 8  Qualificação Esta problemática abrange transversalmente diversos setores comprometidos com a defesa da floresta contra incêndios. Reconhece-se que a diversidade de agentes intervenientes não facilita uma intervenção coordenada e qualificada, pois confrontam-se profissionais com diferentes capacidades e competências, enquadrados por variadas instituições, independentes umas das outras (públicas e privadas), e assumindo funções centradas em atribuições que, nalguns casos, incidem em desafios laterais aos que justificaram as respetivas mobilizações. Trata-se, por conseguinte, de uma situação que gera enormes dificuldades quando se procura um forte empenho e concertação. A evolução deste complexo e do respetivo enquadramento social conduziu a uma redução da disponibilidade de muitos dos intervenientes, à ausência de formação e capacitação profissionais adequadas para muitos outros e, ainda, ao não integral aproveitamento de outros que, embora preparados, não têm sido chamados para intervir nos momentos para os quais poderiam ter uma atuação positiva. Em suma, a desadequação entre as funções desempenhadas por cada um dos diversos agentes e as respetivas qualificações e competências é um dos graves problemas que impede a solução de muitos dos problemas existentes em torno dos incêndios florestais. O corpo dos bombeiros voluntários, por exemplo, presta um enorme serviço às diversas comunidades, com especial relevo para os aglomerados mais isolados. Mais de 90% dos serviços prestados por estas corporações inserem-se nas áreas sociais, incluindo a saúde. Porém, o regime de voluntariado tem-se degradado nos últimos anos, por ausência de vocação, por solicitações sociais diversas e, também, por escassez de pessoas. Por esse motivo, é importante valorizar o que pode ser feito com vocação, evitando outras tarefas que necessitam de outros perfis profissionais, por ventura mais intensos e especializados. As forças profissionais de intervenção (GIPS e FEB) estão preparadas, ao nível operacional, para intervenções nas fases de ataque inicial e de ataque ampliado. Mas o seu efetivo é limitado e, nas condições atuais do sistema de defesa da floresta contra incêndios, dificilmente poderão cobrir, de um ponto de vista geográfico, as diversas emergências que se manifestam nos períodos críticos, não extintas nos momentos iniciais. Teremos de orientar a atuação para a adoção de forças especializadas, com elevado nível de qualificação, destinadas à resolução destas problemáticas, o que não se coaduna com amadorismos. Os operacionais da autoridade da proteção civil, recrutados no seio de licenciados, podem cumprir adequadamente as suas funções ou assumir desempenhos pouco ajustados à exigência dos acontecimentos de socorro e emergência. A ausência de uma carreira especificamente dedicada à formação deste perfil profissional e a instabilidade ocasional provocada pelos ciclos políticos atribuem a esta função desempenhos fortuitos, o que pode gerar (tem gerado), em alguns casos, situações com graves consequências. As competências de comando, de liderança, de organização ou de logística, normalmente associadas ao perfil castrense, não são neste universo características assumidas por todos os operacionais. A componente tecnológica e profissional, assumida pelos intervenientes dispersos por várias entidades e agentes (Universidades, Câmaras Municipais, ICNF, Organizações de produtores Florestais, Empresas privadas, Sapadores Florestais, etc.), é variada e não é suficientemente chamada a intervir nos diversos momentos destes acontecimentos. Em Espanha, por exemplo, qualquer incêndio de amplitude significativa tem um Diretor, que é um técnico florestal experimentado na gestão da floresta e do fogo. Esse perfil profissional, também iniciado em Portugal mas adotado de forma distinta, é pouco solicitado, conduzindo a que as operações de combate a incêndios RELATÓRIO | COMISSÃO TÉCNICA INDEPENDENTE 9 tenham um carácter estritamente quantitativo, em redor da mobilização de homens, viaturas, aviões ou helicópteros, apimentados com os relatos artificialmente empolados da responsabilidade de alguns órgãos da comunicação social.  Governança A terceira problemática resulta do quadro de governança a que a floresta portuguesa tem estado submetida. Recorde-se, desde logo, que a autoridade florestal nacional mudou seis vezes de figurino institucional nos últimos vinte anos. Para uma instituição que se manteve estável durante mais de um século, nada de bom haveria a esperar desta evolução tortuosa. A estabilidade desta área institucional constitui o paradigma da maior parte dos países que encaram a floresta como uma riqueza nacional, independentemente das formas de exploração ou de proteção. Mesmo no interior da autoridade florestal nacional, a orgânica da gestão da defesa da floresta contra incêndios passou, em poucos anos, de uma estrutura de topo da administração pública, com um perfil de Direção Geral, para um setor marginal, encaixado com dificuldade numa Divisão de Serviços de uma entidade que aglomerou, por fusão, funções originárias de diversos organismos. A presença institucional orientada para a floresta, com expressão territorial, foi em determinado momento partilhada com os Municípios. Em tese esta tendência de descentralização parece interessante, embora tenha de ser acompanhada pela autoridade nacional nas componentes técnica e estratégica. Essa dependência funcional, em resultado da extrema redução das atividades da autoridade nacional, não se impôs, levando a que os núcleos municipais (Gabinetes Técnicos Florestais) enveredassem em muitos casos por funções marginais em relação ao que poderia (e deveria) ser a sua carta de missão. As iniciativas nos domínios da prevenção e do combate deveriam ser protagonizadas, pelo menos nos seus pilares básicos, por entidades com a mesma orientação e, se possível, com a mesma inserção institucional. O combate protagonizado por operacionais que não acompanharam as intervenções de prevenção, e vice-versa, tem todas as condições para gerar situações de desaproveitamento de oportunidades criadas pela prevenção para aumentar o êxito do combate. Em momentos de emergência aguda, na presença de incêndios florestais de significativa dimensão, a conjugação da atuação das diversas entidades, sem comando especializado, profissionalmente prestigiado e com autoridade reconhecida, torna difícil a condução dessas operações. Entidades privadas, associativas, profissionais, a que se deverão associar os diversos agentes de proteção civil (segurança, saúde, transportes, logística, Forças Armadas), transformam estas atuações em complexas operações, obrigatoriamente multifacetadas, que exigem grande capacidade de liderança e comando. As deficiências do quadro institucional e do modelo de governança contribuem para agravar o problema dos incêndios florestais e, de um modo mais geral, para dificultar um melhor ordenamento e gestão do espaço rural. Estes aspetos refletem-se na limitada aplicação e cumprimento dos objetivos estabelecidos nos textos legais e nos diversos Planos entretanto concebidos. Por estes motivos, importa refazer os mecanismos que possam permitir uma ação eficaz, designadamente a partir de um novo pacto social a estabelecer entre proprietários, utentes e instituições, com impacto nacional e municipal. Neste quadro, sublinhando as principais razões que têm retirado coerência aos domínios da gestão florestal e da defesa da floresta contra incêndios, poderá fazer-se uma recordatória comentada sobre os incêndios de Pedrógão Grande e de Góis e sintetizar-se algumas Recomendações que são avançadas no Relatório.

sábado, 30 de setembro de 2017

LEI DE DEPREDACIÓN DE GALIZA. PAREMOLA XA¡

Manifesto contra a Lei de Depredación de Galiza. (Lei de Fomento de Implantación de Iniciativas Empresariais -LFIIE-)


LFIIE
Un nome de verdade complexo para unha intención ben simple.
LFIIE
Fume de siglas para agocharse.
LFIIE
A proposta dun oco para a nosa terra.
LFIIE
Lei de Depredación de Galiza.
LFIIE
Mais a verdade non é unha mentira percutida.
A verdade non se fala nesa lingua, non está nos seus petos nin será decretada.
Non existe verdade nesta tinta LFIIE.
Non existe nestes momentos en Galicia unha preocupación compartida por axentes sociais e grupos políticos relativa á necesidade de tomar medidas para que a implantación empresarial na nosa Comunidade resulte aínda máis atractiva para os investidores.”
O que existe en Galiza é un apaño de elites políticas e económicas que queren facer deste lugar un espazo extractivo para o capital globalizado. Existen as grandes empresas mineiras, eléctricas ou forestais a querer máis facilidades para o seu negocio: maior acceso á terra e menos normas sociais e ambientais.
E di o texto:
Que ningunha traba administrativa poida obstaculizar o crecemento de Galicia nin minguar a súa capacidade de competir coas moi favorables condicións de implantación empresarial que ofrecen outras zonas limítrofes”.
E cando escriben Galicia a verdade perde algo máis de alento. Cando Galicia e grandes empresas que operan en Galicia son o mesmo para quen goberna, comprendemos mellor quen goberna. Comprendemos ese seu “desexo apaixonado de traballo servil e máis barato”, esa fame de nós e da nosa terra. Mais “nesta terra temos o que paga a pena a vida”.
LFIIE:
Para a redacción desta proposta “promoveuse a máis ampla participación da cidadanía en xeral”.Frases depredadas da verdade. Verdades LFIIE…
… E principios LFIIE para a implantación das iniciativas empresarias:
a) Liberdade de empresa.
b) Eficacia, eficiencia e coordinación das Administracións públicas para fomentalas.
c) Facilidade para o acceso ao solo.
d) Calidade das áreas empresariais e responsabilidade pública e privada no seu mantemento.
e) Simplificación da normativa autonómica e municipal.
f) Simplificación tributaria e incentivos fiscais ás empresas.
Nin nos principios nin nos finais desta proposta está a garantía dos dereitos sociais e laborais, do respecto ás comunidades locais, da conservación da nosa natureza. Nin nos principios nin nos finais. Deprédannos por lei.
Unha lei que é un elo máis da versión neoliberal do capitalismo, coma os tratados de libre comercio internacional, co fin de eliminar límites ao negocio, mesmo se eses límites teñen que ver con dereitos básicos das persoas ou a conservación do medio ambiente e os recursos naturais.
Así que aquí estamos. Minoría absoluta resolta a non calar. Triste maioría absoluta a de quen precisa facerse trampas até a si mesmo. Mentir e ocultar coa palabra mesmo dende o poder do número. Triste poder o poder que así se mantén.
Nós, minoría absoluta, non cremos na linguaxe LFIIE nin nas súas matemáticas. Non outorgaremos os números nin os significados e aquí, hoxe, denunciamos esta proposta do Partido Popular de Galicia,
– Porque é un texto que afecta ámbitos nada casuais, transformando unha morea de leis anteriores como a da minaría, a de montes ou a eólica.
– Porque non sirve para a necesaria defensa dun mundo rural vizoso, con capacidade de tomar iniciativas propias e sustentábel, senón que pola contra incide no espolio dos seus recursos naturais e territorio sen ningunha contrapartida para as súas comunidades.
– Porque facilita os procesos de expropiación forzosa e acaparamento de terras en mans das empresas, mediante figuras como a declaración de utilidade pública ou o proxecto de especial interese.
– Porque reduce tanto os prazos para a emisión de informes en materia ambiental que fai case imposíbel o traballo do persoal técnico encargado de redactalos.
– Porque recorta e mesmo elimina procesos de participación pública, necesarios xa que así o marca a lexislación europea mais, sobre todo, porque eliminalos supón un novo deterioro do concepto de cidadanía e da calidade democrática das institucións.
– Porque non só limita os tempos ao máximo nas tramitacións ambientais e exposición pública, senón que en caso de vencer o prazo de emisión dos informes considera en xeral isto como silencio positivo para os proxectos, mesmo se o documento final é desfavorábel.
– Porque furta información á poboación sobre iniciativas empresariais que poden ter unha grave afección nas súas vidas, permitindo por exemplo ás mineiras decidir que documentación consideran reservada.
– Porque reduce o papel dos concellos, a instancia administrativa máis próxima á veciñanza, á hora de velar polo seu propio territorio.
– Porque fai prevalecer o aproveitamento industrial do monte fronte aos tradicionais e comunitarios.
– Porque estende o emprego de meras declaracións responsábeis para aproveitamento de especies forestais como o eucalipto, mesmo en masas con presenza de árbores autóctonas.
– Porque suprime a necesaria autorización de Medio Ambiente para os aproveitamentos madeireiros en zonas protexidas e ameaza ao patrimonio cultural dos nosos montes.
– Porque suprime os criterios de respecto á natureza á hora de outorgar en concorrencia os dereitos de construción dun parque eólico.
– Porque outorga boa parte da capacidade decisiva sobre cuestións ambientais e relacionadas co territorio naos organismos que acollen ás propias actividades económicas, nomeadamente á Dirección Xeral de Enerxía e Minas.
Cando escriben Galicia pensan negocio. Cando cidadanía, consellos de administración. Cando pechan unha porta, abren unha fiestra na gran empresa privada. Porque o cargo de hoxe pode ser o posto de mañá. Porque queren a Galicia coma unha mina, deprédannos.
Mais aquí estamos. Se cadra nós non tan minoría. Se cadra a maioría non tan absoluta neste mundo exterior. Non imos entregarlles a palabra. O dereito á palabra terra.
Eran nosos o tempo e os soños,
eran nosos porque non tiñan prezo
porque eran coma o vento e a chuvia.
Pero os espazo para soñar e o transcorrer do tempo,
onde caia a chuvia e sopraba o vento,
adquiriu un prezo e xa non foi noso.
Porén, só se compra o que se vende e aquí temos o que merece a pena na vida. Así que,
Pasaxeiros entre palabras fugaces
cargade os vosos nomes e marchade
e levade os vosos reloxos do noso tempo e marchade
e “depredade” o que queirades do azul do mar e da area da memoria
e “depredade” o que queirades das fotos, para que saibades
que nunca saberedes
como unha pedra da nosa terra construíu o ceo.
Vós depredar,
vós LFIIE, decretos, business
vós ocultación, fume, urxencia no lucro.
Vós sentados na poltrona dos pazos
nas xuntas directivas.
Nós de pé, aquí, sostendo a palabra polo seu lado exacto, mesmo se doe. Sodes depredadores de nós.
Non á LFIIE.
Non á Lei de Depredación de Galiza.
Terra viva e vida digna para todas!

ASINA E DIFUNDE:

https://www.change.org/p/paremos-a-leidepredaciongaliza-do-pp-galego-antes-do-17-de-outubro?recruiter=18777000&utm_source=share_petition&utm_medium=copylink&utm_campaign=share_petition

domingo, 17 de setembro de 2017

NON AO CAMPO DE GOLF DE BAREDO. XEIRA EXPLICATIVA DE SOS GROBA




Onte sábado día 16 de setembro fixemos unha xeira informativa pola contorna da área que ocuparía o proxectado campo de golf denominado As Costeiras, na parroquia de Baredo.
Os veciños de Baredo veñen amosando a súa disconformidade co proxecto, e onte ficou outra volta patente. Xoves e anciáns que case non poden camiñar , achegaronse ata a Chan da Lagoa en coche para amosar o seu descontento e o seu enfado, portando carteis e faixas contra do campo de golf.
Os que non poideron facer todo o percorrido pola súa idade, estiveron sentados na contorna, falando entre eles e cos centos de persoas que se xuntaron para facer a marcha que partindo da entrada do Curro de Mougás, na estrada, foi baixando ata a Pedra Blanca, onde se fixo unha primeira parada para ver a contorna e a paisaxe fermosa que , nese intre, nos permitía ver as illas,  e Fisterra no hourizonte como unha balea flotando entre as nubes e o mar.
Xa no Campo de Isabel poidemos ver a contorna onde apareceron os restos arqueolóxicos, e dende alí ir bordeando os montes veciños de Mougás polas estremas ata o punto máis vistoso nos penedos de Enrique e os outeiros do Curro, dende onde se ve como a aba do monte chega ata as chans nas que empezan os campos e as casas dos veciños dos barrios de Baredo.
Vimos as nacentes das augas que abastecen ás fontes das que beben as traídas que levan ata as casas a auga, e as regueiras que no inverno baixan cheas facendo de veas da parroquia que regan campos e montes criando diversidade de flora e fauna no seu redor.
Cando un proxecto é tan malo como este e ten tantos erros na súa elaboración, non se pode argumentar nada a favor, a non ser que se esté cego ou se teña mala intención. Cando os veciños manifestan o rexeitamento que onte poidemos ver, e que nestes días na aldea veñen facendo patente por tódolos recunchos, só queda pedir a súa retirada do plan xeral de Baiona e a súa eliminación. Haberá outras obras e proxectos que sexan máis produtivos e menos lesivos para o medio ambiente e os veciños que merezan o esforzo e o investimento do concello, e que sin dúbida apoiaremos se cumpren coas regras básicas da sostentabilidade e respecto pola natureza e o patrimonio.
Grazas veciños de Baredo por defender o voso monte, que ao remate é de todos, a natureza e o voso patrimonio. Sempre nos teredes aí.

https://www.lavozdegalicia.es/noticia/vigo/baiona/2017/09/17/300-personas-protestan-campo-golf-baredo/0003_201709V17C8995.htm

https://youtu.be/Iz2c6xy_DbA
http://www.farodevigo.es/comarcas/2017/09/12/baredo-quiere-campo-golf/1748256.html

https://www.lavozdegalicia.es/noticia/vigo/baiona/2017/09/10/baredo-rebela-rechaza-acoger-mayor-campo-golf-provincia/0003_201709V10C7991.htm
https://telemarinas.com/continua-la-preocupacion-baredo-campo-golf/

https://valminortv.com/2017/09/16/mas-de-300-personas-muestran-su-rechazo-al-campo-de-golf-de-baredo/


Non ao campo de golf en Baredo

luns, 11 de setembro de 2017

NON AO CAMPO DE GOLF EN BAREDO.SÁBADO ÁS 17.30 VISITA GUIADA

O sábado 16 de setembro ás 17.30 h. Visita guiada pola zona onde se quere construír un campo de golf en Baredo.
NON QUEREMOS O CAMPO DE GOLF

Hai uns anos tentaron facer un campo de golf nas mellores chans de Chandebrito, Camos e Priegue, pero a oposición dos veciños fixo que A Chan das Pías, O Viveiro e A Chan das Requeixadas se libraran dos buracos. Pouco máis tarde atacaron pola banda de Pinzás nos nacentes do Río Cereixo, o que pasa por Tebra e atravesa o Concello de Tomiño até desaguar no Miño. Aquí o campo ía cheo de buracos e acompañado de 550 chalets adosados. Foi botado abaixo pola insistencia dos veciños e a consellería sentenciou INSOSTIBILIDADE POR FALTA DE AUGA.
Na Serra da Groba tamén tentaron plantarnos 21 muíños de vento de máis de 125 metros de altura. Ían de Monte Redondo á Gabiñeira, saltaban ao Corno Ladredo, ao Alto do Foxo Pedriño, ao Campuchán e ao Castelo. Outro grupo de xigantes ía no Carroubelo ollando para o Mosteiro de Oia. Botámoslle dez muíños abaixo por AGRESIÓN VISUAL AO MOSTEIRO e por INCOMPATIBILIDADE COA RIQUEZA ARQUEOLÓXICA DA SERRA.
Na Groba probaron co “Proxecto Verde” nas Chans por detrás da Cruz de Pau. O nome é moi bonito pero tratábase de encher as nacentes de auga de Belesar de entullo de obra –miles de camións- e logo botarlle herba por riba. E pensaron nunha pista de autocross, e nunha balsa de auga xigante alá pola Pernal de Mougás.
Agora tocoulle a Baredo. Imos ver. En 1936 comezaron a roubarlle aos de Baredo os terreos da Batería e logo de rematar a actividade militar nos anos 80 as terras non volveron máis aos lexítimos propietarios. Nin o Concello axudou. Temos que tentalo, son nosas.
Cando a mediados dos 60 o Concello de Baiona decidiu facer recollida municipal de lixo non pensou nos montes de Sabarís, nin Belesar, nin Baíña, nin nos propios de Baiona. En quen pensou para botar a merda? Home! En Baredo. Máis adiante cando se decidiu trasladalo da subida á Batería continuouse pensando en Baredo e foi para a beira do mar fronte A Carral. Merda e percebes.
Nos 60 fixo falta pedra para ampliar A Doca en Baiona e o buraco fíxose en Baredo. Entre Balea e A Fonte de Anta. Cando fixo falta un campo de fútbol pensouse no Val de Martiño e na Fonte dos Mortos. Xa había o campo de xogaren solteiros contra casados. Outra vez en Baredo, por 30 anos e barato. 0 euros/ano.
Se fai falta rematar a autoestrada metemos un tallo xigante no monte da Fonte de Anta onde o carro non quixo seguir coa Virxe da Cela para Baiona. O do túnel era moi lento e caro e o alcalde tiña présa.



Xa sabedes que a depuradora das augas de todo o Concello tamén está en Baredo. E xa sabedes que cando se botou abaixo o colexio de Sabarís a broza foi para O Río do Parreal nas Xestas de Baredo. Agora toca campo de golf.
O Concello de Baiona no último Plan Xeral de Ordenación Municipal inclúe un PLAN ESPECIAL DE DOTACIÓN E INFRAESTRUTURAS “AS COSTEIRAS” (PE-4). Esta é a maneira moderna de chamarlle a un campo de golf en Baredo que, ademais, non é nas Costeiras.
O que propón o Concello é un campo de golf “COMPLEMENTADO CON PISCINA, HÍPICA, PISTAS DE TENIS E RECINTO PARA CURRO”. Para isto, sen consultar aos veciños nin á Comunidade de Montes, o goberno municipal desenvolve o seu proxecto en 675.000 metros cadrados, case 70 hectáreas ou máis de 1000 ferrados entre A Chan de Morrecán e A Pedra Branca na entrada do curro correndo pola estrema con Mougás até O Outeiro de Rique e incluíndo A Regueira das Mixiñas, a do Malo Paso e a da Presa por riba das Tres Regueiras. Xusto os nacentes de auga da parroquia.
Non falaron cos veciños para escoitar o seu parecer nin falaron cos que teñen burras no monte xa que o proxecto conta con levar para dentro das instalacións un curro.
Ademais o Concello non dialoga para solicitar unha cesión, un alugueiro das terras. O Concello DEBERÁ FACER FRONTE Á EXPROPIACIÓN e ademais ponlle un prezo: 3 euros o metro cadrado, por 675773,63 metros cadrados dá un total de 2 millóns de euros.
O PROXECTO
A proposta do Concello de Baiona é fechar 675773,63 metros cadrados de monte comunal de Baredo entre Baíña e Mougás, entre a entrada á Fonte Regueira, Os Marcos e A Pedra Branca correndo pola estrema cara O Outeiro de Rique e vindo por riba das Tres Regueiras até A Chan de Morrecán.
A estas terras o comprador ponlle prezo sen saber o amo, ao que non lle preguntou se quere vender e dille que son a 3 euros o metro cadrado e o total son 2 millóns de euros. O Concello vai á expropiar e logo quérello dar a unha concesionaria que execute as obras en dúas fases, e explote as instalacións. O novo propietario cobrará 30.000 euros ao ano á concesionaria.

Dentro do muro quilométrico o que interesa facer é un campo de golf de 21 buracos en dúas fases de construción, acompañado, para poder chamarlle instalacións deportivas de interese público, de clube hípico, pistas de tenis e paddle, campos de fútbol sala, balonvolea, baloncesto, balonmán, piscina – que se faría na segunda fase-, club social, cafetería e tamén pista de rodeo, anfiteatro, curro e zona de deportes aéreos. O valor total das obras supera os 14 millóns de euros. 

Son moitos os motivos polos que non queremos o campo de golf:
  • Ninguén é quen de expropiarlle case 70 hectáreas aos montes de Baredo poñéndolle prezo e sen preguntarnos. Cobramos unha vez soa e quedamos sen máis do 20% do monte dos nosos avós que temos que deixar aos nosos fillos. Non queremos vender.
  • Non son verdade as xustificacións que se indican no proxecto sobre a necesidade destas instalacións para xente do Val de Miñor e os turistas que nos visiten; ademais propóñense unhas instalacións que xa temos e outras que son ruinosas no resto da provincia.
  • Manter un campo de golf en condicións precisa do uso de agroquímicos como fertilizantes e fitosanitarios. Os primeiros para manter a herba verde, ancha e perfecta, meténdolle nitróxeno, fósforo, xofre, potasio.... e os segundos en forma de funxicidas, herbicidas e insecticidas. Os estudos demostran que estes produtos administrados en gran directamente na terra, ou por fumigación, acaban entrando nos acuíferos, contaminando as augas, e afectando a saúde das persoas: a pel, os ollos, o fígado, tocando o sistema nervioso central, producindo lesións xenéticas, alteracións hormonais, certos cancros...
  • O proxecto fai un estudo de uso da auga que non cremos. Non o cremos nin na cantidade nin na calidade das nosas augas, do que nada se di. As necesidades hídricas son tan grandes que proxectan construír 11 presas nas cuncas das regueiras e facer pozos de barrena, tantos como necesiten. Xa dixemos ao principio que non aprobaron o campo de golf de Pinzás por falta de auga, e aquel ía nos grandes nacentes do Río Cereixo.
  • O proxecto repite o pouco impacto paisaxístico que provocarán as obras. Tampouco estamos de acordo cando queren dinamitar outeiros, facer desmontes de 7 metros de altura e recheos de máis de 7 metros nas vagoadas para achanzar o terreo para poderen xogar. Se o impacto fose pouco non lle dedicarían 2.593.746 euros ao concepto de movemento de terras, máis de 200.000 metros cúbicos, que son uns 13.000 camións de 15 metros cúbicos cada un.
  • E vannos cortar camiños. Os camiños polos que baixaron miles de carros cargados de toxo para as cortes das nosas casas, para os fornos das Adrianas, de Columba, de Fasquías... e para as telleiras de Nigrán. Toxo arnal. Os camiños de iren ao Curro. Os camiños da vida...
  • E van deixar sen habitát ás burras do monte, aos garranos, que terán que baixar máis aos campos ou extinguirse. E aínda din que farían un curro novo tendo o de Mougás a menos dun quilometro. Para qué e para quén se deixan ás burras sen monte?
A como lles vai saír a hora de xogo dun golfista aos veciños de Baiona?
Quén vai pagar todo ise gasto para que se beneficien uns poucos?
A saúde e o benestar dos veciños non importa?
NON QUEREMOS CAMPO DE GOLF EN BAREDO


NON AO CAMPO DE GOLF EN BAREDO

BAREDO NON SE VENDE

A SAÚDE NON TEN PREZO




Visita guiada a zona afectada
Sábado 16 ás 17.30 h
Punto de encontro na Chan da Lagoa

NON AO CAMPO DE GOLF


mércores, 6 de setembro de 2017

NON AO CAMPO DE GOLF NAS COSTEIRAS EN BAREDO, BAIONA


CAMPO DE GOLF EN BAREDO
NON
. A natureza,  o patrimonio natural e a auga non se venden.
. O monte comunal é de tódolos veciños  e non duns poucos para uso privado.
.  Temos o dereito de aproveitalo pero  non de estragalo.
. Non podemos deixar de herdanza ás xeracións futuras menos terra e máis contaminada.
. A saúde nin se compra nin se vende.
. Centos  de toneladas ao ano de fertilizantes e insecticidas que contaminan as augas e o ar  que van provocando enfermidades pouco a pouco sen decatármonos.
. Si estás de acordo asina unha alegación e manifesta a túa repulsa ante o concello.
CAMPO DE GOLF
NON

POR QUE NON QUEREMOS UN  CAMPO DE GOLF EN BAREDO

. Porque vai supor a desaparición dunha parte moi importante do patrimonio que herdamos dos nosos antepasados, que é o monte, e do que somos usufructuarios e os nosos herdeiros xa non o terán.
. Porque non é unha necesidade que veña a solucionar nengún problema da parroquia.
.Por que suporá máis atrancos e problemas que solucións.
. Porque nos contaminará as fontes e as augas.
. Porque suporá un consumo de auga dos nacentes que non son suficientes aínda que constrúan balsas, deixando aos veciños sen auga.
. Porque supón uns custos de diñeiro público, de todo o concello,  que non se ve compensando cos supostos beneficios, que en todo caso sería para uns poucos  e pagando polo servicio.
. Porque un concello como Baiona cun orzamento de 8,5 millóns de €, non pode promover unha obra que custa 14 millóns e da que non está seguro de onde van saír, e sobre todo tendo outras necesidades nas parroquias sen resolver.
. Porque as concesións de obras públicas a empresas privadas en Baiona só teñen deixado perdas que pagamos todos (Aparcamento da Palma e do Aral), Esta sería unha máis a costa do patrimonio de tódolos veciños de Baredo.
. Porque os veciños de Baredo veñen historicamente sufrindo e cargando con todo o peor, escombreira  vella, depuradora, etc e agora campo de golf.
-.Porque suporá a destrucción dunha paisaxe senlleira na que viven as burras do monte que van a o curro de Mougás, e que se verán privadas dunha gran área onde comen, sendo así empurradas a baixar as veigas e campos dos veciños, aumentando a conflictividade.
. Porque o interese público que se di no proxecto non é tal, dado que as instalacións públicas deportivas que o xustificarían non son necesarias nesa zona e non serían sustentables polos custos materiais e ecolóxicos, nen serían  prácticas a maior parte do ano polo vento, frío , calor e distancia dos núcleos de poboación.
.Porque  non axudaría  ao turismo nin a desestacionalizalo porque no inverno, os ventos do mare o propio clima non o farían atractivo nin práctico.
. Porque os campos de golf da provincia de Pontevedra son todos defecitarios,  e os clubes privados deportivos máis próximos están todos con problemas economicos e de número de socios ( Nautico, Mercantil, Monterreal, Domaio, etc).
. Porque as instalacións hipicas e curro non son necesarias e suporían  unha competencia con as xa existentes pagadas con diñeiro público para uso privado.
. Porque o curro de Mougás está a un quilometro do que sería un novo curro que por outra parte, deixaría sen terreo para vivir ás burras que hoxe viven neses 600.000 m2 que ocuparía o recinto.
. Porque cortaría o paso por camiños de uso público que dan acceso a distintas partes do monte e os posibles desvíos serían por outro concello si este o permitira.

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mércores, 16 de agosto de 2017

CURRO DA MOSCA EN MOUGÁS 13.08.17

Deixamos hoxe aquí algunhas fotos do curro da mosca de Mougás, celebrado o pasado domingo día 13 de agosto. Menos xente que en xuño pola coincidencia de moitas festas nas parroquias proximas.
Os garañóns presentan unha boa estampa, como podedes ver nas fotos.