domingo, 20 de xaneiro de 2019

SALVAXÍSMO E BARBARIE

Nos montes de Viladesuso, concello de Oia, na manga que os gandeiros de vacas teñen para sanear o gado , apareceron catro garranos mortos e cinco feridos en mal estado. Só unha mente enferma e sin nengún tipo de sensibilidade poido ser o responsable diste suceso cruel.
Queremos facer chegar  ós propietarios e a Asociación dos Curros da Groba a nosa solidaridade e o noso apoio nestes intres difíciles. Sabemos dos seus esforzos por manter estes animais vivos e no mellor estado na serra da Groba, dos custes e traballos e dos disgustos que lles traen cada ano sucesos coma iste que non responden a nada máis que a unha lóxica que xa críamos doutros tempos, e que xa non ten cabida no século XXI.
Nós defendemos un monte multifuncional,  no que caben todos, ben estruturado e organizado, compartindo un medio que sempre foi múltiple e variado e no que sempre houbo sitio para todos, vacas, burras, cabras ...
Estes sucesos só botan lixo sobre a xente que se está a esforzar por que o monte siga vivo e manteña os usos tradicionais. A man asesina duns tingue de culpa a moitos inocentes que, seguro non saben onde meter a carraxe. Sabemos dos problemas que hai no monte, das pretensións duns e de outros, e de o que cada quen está pondo da súa parte para solucionar os problemas. Os que con este xesto tentaron tirar algún proveito, algo... que saiban que non o conseguiron,  e que o único que fixeron foi descalificar calqueira  pretensión por moi razoable que na súa orixe fora. Agardemos que se atopen os culpabeis e que paguen caro o seu horrible acto de barbarie. Por parte dos donos das burras, só pedimos paciencia e a nosa solidaridade. Non van conseguir que as burras desaparezan da Groba.




xoves, 17 de xaneiro de 2019

REFLEXIÓNS SOBRE O ORDENAMENTO DO TERRITORIO E AS SÚAS CONSECUENCIAS DE GONÇALO RIBEIRO TELLES

” O património não é para o turismo” (Gonçalo Ribeiro Telles, em 2003)


https://patriculaelementar.wordpress.com/2018/12/15/o-patrimonio-nao-e-para-o-turismo-goncalo-ribeiro-telles-em-2003/?fbclid=IwAR0kmTI0dznxTM-_5VQnlKot7p6iu5mTIJ2TfSOX_0j0O5udnhnDo7IJlyI

Algún dos parágrafos .

Porque nós tínhamos agricultura e começámos por plantar eucalipto nos terrenos mais pobres. Mas este eucalipto não pode competir, nem no preço nem no volume de produção, com o do Brasil ou Angola, onde a queda pluviométrica provoca um crescimento muito maior. Para podermos competir temos de passar o eucalipto para terras mais férteis. Por isso é que querem despovoar o interior.
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Pode dividir-se a paisagem global que refere em componente natural, agrícola e edificada?Não, a componente agrícola faz parte da paisagem natural, mas não ponho a agricultura industrial e o disparate agrícola nessa paisagem. Por exemplo, fui a Mação antes dos incêndios [de 2003] e sabia que aquilo ia arder. Que interesse tem um pinhal bravo contínuo em hectares e hectares?
Segundo declarações suas, o que ardeu primeiro foram pinheiros e eucaliptos.É o que arde sempre e ainda bem. Mas então e o que é que lá se põe? Essa zona do chamado pinhal verde é uma paisagem básica e histórica, onde predominavam o mato e a cabra, o que era óptimo – esta come o mato, que dá matéria orgânica, faz circular essa matéria e água, não há erosão… […] Entre nós, […] pomos a população a olhar o pinheiro a crescer para as celuloses. As pessoas vão-se embora. Mas é por isso que não se povoa o interior, para o pinheiro poder crescer à vontade. E quem diz o pinheiro diz o regadio extensivo.
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O património nasceu num lugar, está ligado a esse lugar e à paisagem […]. A alteração da paisagem básica implica a destruição do património. 

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O património não é para o turismo, o património é para nós. […
É sumamente interesante ler todo o artigo no enlace seguiente




https://patriculaelementar.wordpress.com/2018/12/15/o-patrimonio-nao-e-para-o-turismo-goncalo-ribeiro-telles-em-2003/?fbclid=IwAR0kmTI0dznxTM-_5VQnlKot7p6iu5mTIJ2TfSOX_0j0O5udnhnDo7IJlyI

mércores, 30 de maio de 2018

VEXO VEXO. QUE VES?

Caprimulgus europaeus. Noitebra ou avenoiteira.
Atopamos o outro día un niño dunha noitebra. Ao pasar a carón ergueu o vo e fixandonos moito conquerimos dar con niño que está mimetizado co chan e os restos de poliñas e guizos de eucalipto,
Tiña un ovo só e case o pisamos sen querer.
O mimetismo é unha das súas características máis salientables, como podemos apreciar nas fotos.
O niño está nos montes de Couso, en Gondomar.



mércores, 16 de maio de 2018

UNHA NOVA BIOINVASIÓN NA SERRA DA GROBA: Bipalium kewense

Chéganos por medio dunha compañeira que vive nas Mariñas, no concello de Oia, este animaliño descoñecido ata o de agora para nós.
Despois dalgunhas pescudas atopamos que se trata dun , Bipalium kewense, unha especie de planaria orixinaria de Indochina e que se de documentou por primeira vez en España no ano 1983. É un verme parecido a unha   miñoca cunha raia negra no dorso e que ten a cabeza semellante a dun peixe martelo, de aí que tamén se coñeza como  verme cabeza de martelo. É de hábitos nocturnos e ten o corpo húmido.
É unha nova bioinvasión da que temos coñecemento na nosa contorna, e que aínda que é inofensivo para os humanos, si pode producir desequilibrios na fauna autóctona ao ser un voraz depredador de miñocas , lesmes e caracois, chegando nalgúns lugares a extinguilos, e producindo na fauna que depende destes animais, como as toupeiras, mermas na poboación.


venres, 13 de outubro de 2017

MENOS MAL QUE NOS QUEDA PORTUGAL¡

Resultado de imaxes para incendios en portugal


RELATÓRIO | COMISSÃO TÉCNICA INDEPENDENTE


https://www.parlamento.pt/Documents/2017/Outubro/RelatorioCTI12Out2017.pdf

Menos mal que nos queda Portugal e aínda podemos ver como se poden facer as cousas de xeito racional.
Parabéns ao goberno de Portugal,  e ao noso veciño Edelmiro López Iglesias pola participación na elaboración de este Relatorio sobre os incendios de Portugal en Pedrógaô Grande e de Góis.
Achegamos unha parte do sumario, e todo o documento no enlace de cabeceira..

SUMÁRIO EXECUTIVO
Os acontecimentos relacionados com os incêndios de Pedrógão Grande e de Góis, dos quais resultaram um enorme conjunto de vítimas mortais, colocaram a problemática da floresta e dos incêndios florestais na ordem do dia. Embora de importância central na vida das nossas comunidades, foram os incêndios florestais de 2016 e, sobretudo, os de 2017 que remeteram esta temática para uma situação reconhecidamente insuportável e que exige soluções profundas, estruturantes e consensuais. A questão que se coloca é a seguinte: no século XXI, com o avanço do conhecimento nos domínios da gestão da floresta, da meteorologia preventiva, da gestão do fogo florestal, das características físicas e da ocupação humana do território, como é possível que continuem a existir acontecimentos como os dramáticos incêndios da zona do Pinhal Interior que tiveram lugar no verão de 2017? A análise desenvolvida pela CTI abordou os principais aspetos, relacionados com a atuação dos diversos agentes e entidades, com a severidade do fenómeno e com as características do território em questão. Como resultado dessa análise, há que concluir, desde já, que as razões principais que conduziram àquele acontecimento dramático, têm origem em três níveis de problemáticas, embora se reconheça que todos eles estão profundamente interligados. Essas problemáticas são:

 Conhecimento Não é possível continuar a ignorar que o fenómeno do fogo florestal se caracteriza por diversos aspetos que correspondem, na atualidade, a um conhecimento diverso acumulado, desenvolvido em Portugal e noutros países. Nos diversos domínios, desde a meteorologia à gestão florestal, desde a manipulação do fogo até à operação de combate, desde os modelos de silvicultura até aos figurinos suscetiveis de mobilizar os proprietários, todos estes aspetos têm sido objeto de intensa reflexão, de produção científica internacionalmente validada e de construção de mecanismos orientados para a aplicabilidade desse conhecimento. Não há razão alguma para manter o divórcio entre a premência de soluções para estes problemas e o conhecimento existente sobre esses mesmos problemas. Pode até evocar-se, no caso português, o desprezo que se tem atribuído, com frequência, ao conhecimento acumulado, muitas vezes com o pretexto de adoção de novidades aparentemente ofuscantes, mas que escondem equívocos e desajustes pessoais. O dominio da gestão da floresta em Portugal foi frequentemente afetado, nos últimos anos, por intervenções que fizeram tábua rasa do conhecimento acumulado e que levaram a introduzir alterações, reajustamentos ou reformas que quebraram o ciclo normal de valorização e proteção deste recurso nacional. O conhecimento que tem sido desenvolvido, incorporando os enormes avanços que a ciência tem protagonizado (principalmente na área da meteorologia, da silvicultura e da gestão do fogo) e recuperando modelos e práticas ancestrais de gestão da floresta, não pode continuar a ser entendido apenas como um tema que anima a reflexão académica, que reforça os indicadores de produção científica ou que prestigia os centros de investigação científica, sem que se assuma uma insistência significativa na transferência e na aplicabilidade do conhecimento aos problemas concretos do país. Este aspeto, que se conseguiu já superar em alguns domínios da sociedade portuguesa, continua anquilosado na área florestal, com especial relevo para a supressão dos incêndios florestais. E não se identifica razão alguma para que, em tese, esse fosso insista em se manter. Esta a primeira problemática que urge superar. RELATÓRIO | COMISSÃO TÉCNICA INDEPENDENTE 8  Qualificação Esta problemática abrange transversalmente diversos setores comprometidos com a defesa da floresta contra incêndios. Reconhece-se que a diversidade de agentes intervenientes não facilita uma intervenção coordenada e qualificada, pois confrontam-se profissionais com diferentes capacidades e competências, enquadrados por variadas instituições, independentes umas das outras (públicas e privadas), e assumindo funções centradas em atribuições que, nalguns casos, incidem em desafios laterais aos que justificaram as respetivas mobilizações. Trata-se, por conseguinte, de uma situação que gera enormes dificuldades quando se procura um forte empenho e concertação. A evolução deste complexo e do respetivo enquadramento social conduziu a uma redução da disponibilidade de muitos dos intervenientes, à ausência de formação e capacitação profissionais adequadas para muitos outros e, ainda, ao não integral aproveitamento de outros que, embora preparados, não têm sido chamados para intervir nos momentos para os quais poderiam ter uma atuação positiva. Em suma, a desadequação entre as funções desempenhadas por cada um dos diversos agentes e as respetivas qualificações e competências é um dos graves problemas que impede a solução de muitos dos problemas existentes em torno dos incêndios florestais. O corpo dos bombeiros voluntários, por exemplo, presta um enorme serviço às diversas comunidades, com especial relevo para os aglomerados mais isolados. Mais de 90% dos serviços prestados por estas corporações inserem-se nas áreas sociais, incluindo a saúde. Porém, o regime de voluntariado tem-se degradado nos últimos anos, por ausência de vocação, por solicitações sociais diversas e, também, por escassez de pessoas. Por esse motivo, é importante valorizar o que pode ser feito com vocação, evitando outras tarefas que necessitam de outros perfis profissionais, por ventura mais intensos e especializados. As forças profissionais de intervenção (GIPS e FEB) estão preparadas, ao nível operacional, para intervenções nas fases de ataque inicial e de ataque ampliado. Mas o seu efetivo é limitado e, nas condições atuais do sistema de defesa da floresta contra incêndios, dificilmente poderão cobrir, de um ponto de vista geográfico, as diversas emergências que se manifestam nos períodos críticos, não extintas nos momentos iniciais. Teremos de orientar a atuação para a adoção de forças especializadas, com elevado nível de qualificação, destinadas à resolução destas problemáticas, o que não se coaduna com amadorismos. Os operacionais da autoridade da proteção civil, recrutados no seio de licenciados, podem cumprir adequadamente as suas funções ou assumir desempenhos pouco ajustados à exigência dos acontecimentos de socorro e emergência. A ausência de uma carreira especificamente dedicada à formação deste perfil profissional e a instabilidade ocasional provocada pelos ciclos políticos atribuem a esta função desempenhos fortuitos, o que pode gerar (tem gerado), em alguns casos, situações com graves consequências. As competências de comando, de liderança, de organização ou de logística, normalmente associadas ao perfil castrense, não são neste universo características assumidas por todos os operacionais. A componente tecnológica e profissional, assumida pelos intervenientes dispersos por várias entidades e agentes (Universidades, Câmaras Municipais, ICNF, Organizações de produtores Florestais, Empresas privadas, Sapadores Florestais, etc.), é variada e não é suficientemente chamada a intervir nos diversos momentos destes acontecimentos. Em Espanha, por exemplo, qualquer incêndio de amplitude significativa tem um Diretor, que é um técnico florestal experimentado na gestão da floresta e do fogo. Esse perfil profissional, também iniciado em Portugal mas adotado de forma distinta, é pouco solicitado, conduzindo a que as operações de combate a incêndios RELATÓRIO | COMISSÃO TÉCNICA INDEPENDENTE 9 tenham um carácter estritamente quantitativo, em redor da mobilização de homens, viaturas, aviões ou helicópteros, apimentados com os relatos artificialmente empolados da responsabilidade de alguns órgãos da comunicação social.  Governança A terceira problemática resulta do quadro de governança a que a floresta portuguesa tem estado submetida. Recorde-se, desde logo, que a autoridade florestal nacional mudou seis vezes de figurino institucional nos últimos vinte anos. Para uma instituição que se manteve estável durante mais de um século, nada de bom haveria a esperar desta evolução tortuosa. A estabilidade desta área institucional constitui o paradigma da maior parte dos países que encaram a floresta como uma riqueza nacional, independentemente das formas de exploração ou de proteção. Mesmo no interior da autoridade florestal nacional, a orgânica da gestão da defesa da floresta contra incêndios passou, em poucos anos, de uma estrutura de topo da administração pública, com um perfil de Direção Geral, para um setor marginal, encaixado com dificuldade numa Divisão de Serviços de uma entidade que aglomerou, por fusão, funções originárias de diversos organismos. A presença institucional orientada para a floresta, com expressão territorial, foi em determinado momento partilhada com os Municípios. Em tese esta tendência de descentralização parece interessante, embora tenha de ser acompanhada pela autoridade nacional nas componentes técnica e estratégica. Essa dependência funcional, em resultado da extrema redução das atividades da autoridade nacional, não se impôs, levando a que os núcleos municipais (Gabinetes Técnicos Florestais) enveredassem em muitos casos por funções marginais em relação ao que poderia (e deveria) ser a sua carta de missão. As iniciativas nos domínios da prevenção e do combate deveriam ser protagonizadas, pelo menos nos seus pilares básicos, por entidades com a mesma orientação e, se possível, com a mesma inserção institucional. O combate protagonizado por operacionais que não acompanharam as intervenções de prevenção, e vice-versa, tem todas as condições para gerar situações de desaproveitamento de oportunidades criadas pela prevenção para aumentar o êxito do combate. Em momentos de emergência aguda, na presença de incêndios florestais de significativa dimensão, a conjugação da atuação das diversas entidades, sem comando especializado, profissionalmente prestigiado e com autoridade reconhecida, torna difícil a condução dessas operações. Entidades privadas, associativas, profissionais, a que se deverão associar os diversos agentes de proteção civil (segurança, saúde, transportes, logística, Forças Armadas), transformam estas atuações em complexas operações, obrigatoriamente multifacetadas, que exigem grande capacidade de liderança e comando. As deficiências do quadro institucional e do modelo de governança contribuem para agravar o problema dos incêndios florestais e, de um modo mais geral, para dificultar um melhor ordenamento e gestão do espaço rural. Estes aspetos refletem-se na limitada aplicação e cumprimento dos objetivos estabelecidos nos textos legais e nos diversos Planos entretanto concebidos. Por estes motivos, importa refazer os mecanismos que possam permitir uma ação eficaz, designadamente a partir de um novo pacto social a estabelecer entre proprietários, utentes e instituições, com impacto nacional e municipal. Neste quadro, sublinhando as principais razões que têm retirado coerência aos domínios da gestão florestal e da defesa da floresta contra incêndios, poderá fazer-se uma recordatória comentada sobre os incêndios de Pedrógão Grande e de Góis e sintetizar-se algumas Recomendações que são avançadas no Relatório.

sábado, 30 de setembro de 2017

LEI DE DEPREDACIÓN DE GALIZA. PAREMOLA XA¡

Manifesto contra a Lei de Depredación de Galiza. (Lei de Fomento de Implantación de Iniciativas Empresariais -LFIIE-)


LFIIE
Un nome de verdade complexo para unha intención ben simple.
LFIIE
Fume de siglas para agocharse.
LFIIE
A proposta dun oco para a nosa terra.
LFIIE
Lei de Depredación de Galiza.
LFIIE
Mais a verdade non é unha mentira percutida.
A verdade non se fala nesa lingua, non está nos seus petos nin será decretada.
Non existe verdade nesta tinta LFIIE.
Non existe nestes momentos en Galicia unha preocupación compartida por axentes sociais e grupos políticos relativa á necesidade de tomar medidas para que a implantación empresarial na nosa Comunidade resulte aínda máis atractiva para os investidores.”
O que existe en Galiza é un apaño de elites políticas e económicas que queren facer deste lugar un espazo extractivo para o capital globalizado. Existen as grandes empresas mineiras, eléctricas ou forestais a querer máis facilidades para o seu negocio: maior acceso á terra e menos normas sociais e ambientais.
E di o texto:
Que ningunha traba administrativa poida obstaculizar o crecemento de Galicia nin minguar a súa capacidade de competir coas moi favorables condicións de implantación empresarial que ofrecen outras zonas limítrofes”.
E cando escriben Galicia a verdade perde algo máis de alento. Cando Galicia e grandes empresas que operan en Galicia son o mesmo para quen goberna, comprendemos mellor quen goberna. Comprendemos ese seu “desexo apaixonado de traballo servil e máis barato”, esa fame de nós e da nosa terra. Mais “nesta terra temos o que paga a pena a vida”.
LFIIE:
Para a redacción desta proposta “promoveuse a máis ampla participación da cidadanía en xeral”.Frases depredadas da verdade. Verdades LFIIE…
… E principios LFIIE para a implantación das iniciativas empresarias:
a) Liberdade de empresa.
b) Eficacia, eficiencia e coordinación das Administracións públicas para fomentalas.
c) Facilidade para o acceso ao solo.
d) Calidade das áreas empresariais e responsabilidade pública e privada no seu mantemento.
e) Simplificación da normativa autonómica e municipal.
f) Simplificación tributaria e incentivos fiscais ás empresas.
Nin nos principios nin nos finais desta proposta está a garantía dos dereitos sociais e laborais, do respecto ás comunidades locais, da conservación da nosa natureza. Nin nos principios nin nos finais. Deprédannos por lei.
Unha lei que é un elo máis da versión neoliberal do capitalismo, coma os tratados de libre comercio internacional, co fin de eliminar límites ao negocio, mesmo se eses límites teñen que ver con dereitos básicos das persoas ou a conservación do medio ambiente e os recursos naturais.
Así que aquí estamos. Minoría absoluta resolta a non calar. Triste maioría absoluta a de quen precisa facerse trampas até a si mesmo. Mentir e ocultar coa palabra mesmo dende o poder do número. Triste poder o poder que así se mantén.
Nós, minoría absoluta, non cremos na linguaxe LFIIE nin nas súas matemáticas. Non outorgaremos os números nin os significados e aquí, hoxe, denunciamos esta proposta do Partido Popular de Galicia,
– Porque é un texto que afecta ámbitos nada casuais, transformando unha morea de leis anteriores como a da minaría, a de montes ou a eólica.
– Porque non sirve para a necesaria defensa dun mundo rural vizoso, con capacidade de tomar iniciativas propias e sustentábel, senón que pola contra incide no espolio dos seus recursos naturais e territorio sen ningunha contrapartida para as súas comunidades.
– Porque facilita os procesos de expropiación forzosa e acaparamento de terras en mans das empresas, mediante figuras como a declaración de utilidade pública ou o proxecto de especial interese.
– Porque reduce tanto os prazos para a emisión de informes en materia ambiental que fai case imposíbel o traballo do persoal técnico encargado de redactalos.
– Porque recorta e mesmo elimina procesos de participación pública, necesarios xa que así o marca a lexislación europea mais, sobre todo, porque eliminalos supón un novo deterioro do concepto de cidadanía e da calidade democrática das institucións.
– Porque non só limita os tempos ao máximo nas tramitacións ambientais e exposición pública, senón que en caso de vencer o prazo de emisión dos informes considera en xeral isto como silencio positivo para os proxectos, mesmo se o documento final é desfavorábel.
– Porque furta información á poboación sobre iniciativas empresariais que poden ter unha grave afección nas súas vidas, permitindo por exemplo ás mineiras decidir que documentación consideran reservada.
– Porque reduce o papel dos concellos, a instancia administrativa máis próxima á veciñanza, á hora de velar polo seu propio territorio.
– Porque fai prevalecer o aproveitamento industrial do monte fronte aos tradicionais e comunitarios.
– Porque estende o emprego de meras declaracións responsábeis para aproveitamento de especies forestais como o eucalipto, mesmo en masas con presenza de árbores autóctonas.
– Porque suprime a necesaria autorización de Medio Ambiente para os aproveitamentos madeireiros en zonas protexidas e ameaza ao patrimonio cultural dos nosos montes.
– Porque suprime os criterios de respecto á natureza á hora de outorgar en concorrencia os dereitos de construción dun parque eólico.
– Porque outorga boa parte da capacidade decisiva sobre cuestións ambientais e relacionadas co territorio naos organismos que acollen ás propias actividades económicas, nomeadamente á Dirección Xeral de Enerxía e Minas.
Cando escriben Galicia pensan negocio. Cando cidadanía, consellos de administración. Cando pechan unha porta, abren unha fiestra na gran empresa privada. Porque o cargo de hoxe pode ser o posto de mañá. Porque queren a Galicia coma unha mina, deprédannos.
Mais aquí estamos. Se cadra nós non tan minoría. Se cadra a maioría non tan absoluta neste mundo exterior. Non imos entregarlles a palabra. O dereito á palabra terra.
Eran nosos o tempo e os soños,
eran nosos porque non tiñan prezo
porque eran coma o vento e a chuvia.
Pero os espazo para soñar e o transcorrer do tempo,
onde caia a chuvia e sopraba o vento,
adquiriu un prezo e xa non foi noso.
Porén, só se compra o que se vende e aquí temos o que merece a pena na vida. Así que,
Pasaxeiros entre palabras fugaces
cargade os vosos nomes e marchade
e levade os vosos reloxos do noso tempo e marchade
e “depredade” o que queirades do azul do mar e da area da memoria
e “depredade” o que queirades das fotos, para que saibades
que nunca saberedes
como unha pedra da nosa terra construíu o ceo.
Vós depredar,
vós LFIIE, decretos, business
vós ocultación, fume, urxencia no lucro.
Vós sentados na poltrona dos pazos
nas xuntas directivas.
Nós de pé, aquí, sostendo a palabra polo seu lado exacto, mesmo se doe. Sodes depredadores de nós.
Non á LFIIE.
Non á Lei de Depredación de Galiza.
Terra viva e vida digna para todas!

ASINA E DIFUNDE:

https://www.change.org/p/paremos-a-leidepredaciongaliza-do-pp-galego-antes-do-17-de-outubro?recruiter=18777000&utm_source=share_petition&utm_medium=copylink&utm_campaign=share_petition